segunda-feira, 2 de abril de 2007

vice-versa

Eu te envio mil eu-te-amos
digitalizados pelo aparelho
de comunicar portátil.

E então as palavrinhas
se propagam pelo ar
fazendo as pessoas as
observarem como se fossem
mil borboletas multicoloridas
que se acasalam no céu azul.

"Mas é amor", eu penso.
E as borboletinhas vão voando,
voando...

E encontram você,
pousam na sua mão delicada
e fazem sair uma lágrima
- solitária -
que evapora
e cai em mim
com a chuva de verão.

Um comentário:

robson.junior disse...

que lindo amar é esse que me fez desejar uma lágrima transformada em chuva?

seus versos são todos lindos!