quarta-feira, 20 de junho de 2007

"Não se preocupe mais
com minha imperfeição"
(Moska)

Todos os dias, todas as manhãs,
todas as horas, tardes, noites.
Deparo-me com a imagem do espelho.
Imagem confusa, desfocada.

E quantos não a julgam, não a
querem massacrar com as suas
fôrmas, tintas, marcas, drogas.
Fazendo-a mais clara, sintética.

Eu a prefiro naturalmente opaca.
Dentro de sua naturalidade máxima.
Dentro do que é, do que vai ser.
Dentro do que sempre foi.

Mas o mundo, "vasto mundo",
deseja que todo espelho reflita
a mesma pintura. E que retrate
a mesma escultura.

E quando assim não é,
quebra-se o espelho. Rasga-se
a carne. E deixa-se o sangue
esvair pelos pulsos da distinção.

Um comentário:

Juliana Pinho disse...

http://palavrasassim.blogspot.com/

=P