Todos os dias, todas as manhãs,
todas as horas, tardes, noites.
Deparo-me com a imagem do espelho.
Imagem confusa, desfocada.
E quantos não a julgam, não a
querem massacrar com as suas
fôrmas, tintas, marcas, drogas.
Fazendo-a mais clara, sintética.
Eu a prefiro naturalmente opaca.
Dentro de sua naturalidade máxima.
Dentro do que é, do que vai ser.
Dentro do que sempre foi.
Mas o mundo, "vasto mundo",
deseja que todo espelho reflita
a mesma pintura. E que retrate
a mesma escultura.
E quando assim não é,
quebra-se o espelho. Rasga-se
a carne. E deixa-se o sangue
esvair pelos pulsos da distinção.
quarta-feira, 20 de junho de 2007
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=P
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